Dilema entre crise econômica e crise de saúde

Anselmo Heidrich
2 min readMar 26, 2020

--

Todos os países do mundo estão enfrentando o mesmo dilema entre crise econômica e crise de saúde, onde a economia vai se impor logo em breve, quando a população ficar com mais medo da crise econômica do que da crise de saúde. Sabendo disso, Bolsonaro já antecipou a posição dele para depois dizer “eu avisei, isso é ruim”, enquanto deixou os governadores fazerem o trabalho duro de segurar a epidemia com o ônus todo para eles.

Sim, existe um ponto de ruptura econômica intolerável e não vai demorar para chegar lá, mas o “ponto ótimo” (desse balanço entre saúde e economia) com certeza não é liberar tudo AGORA. Esse é o momento de ganhar tempo para aumentar a capacidade hospitalar (leitos, remédios, respiradores, etc), aprender mais sobre o tratamento da doença e começar o mass testing para identificar e isolar os infectados, além de proteger os vulneráveis. Uma quarentena de algumas semanas já seria um tempo valioso.

Aí sim, você libera a atividade econômica aos poucos, com algumas restrições.

Se Índia, Argentina, Colômbia e Paraguai conseguem fazer esse lockdown econômico, como eles já começaram a fazer, não me digam que o Brasil não consegue. Os governadores não vão paralisar tudo por 4 meses, mas apenas algumas semanas, assim como esses países. Aumenta a dívida pública em uns 400 bilhões ou mais se precisar e faz um programa de socorro a empresas e trabalhadores, vários planos para isso já estão sendo preparados…

Liberar tudo agora e deixar o vírus seguir em frente é uma insanidade total.

Diego Cezar Magalhães

--

--

No responses yet